a arte do sonho no quotidiano dos noites

28.1.04

Caminhos da fé
Voltei a sonhar com a morte, talvez...
Sonhei que estava numa casa no meio de um bosque, com uma rapariga que me pareceu ser de um país de Leste. Penso que estava a jantar ou a petiscar. Depois chegou a hora de partir e segui por um trilho de pedras ao longo do bosque até à vila ou aldeia mais próxima. Estava escuro mas havia uma réstia de luz proporcionada pela lua. Ao chegar ao fim do bosque encontrei uma estrada bastante iluminada e cheia de pessoas, tipo romaria. Dirigiam-se para o centro da vila. Não sei como, fui rapidamente colocado numa maca, forrada a couro negro e transportado a grande velocidade ao longo da estrada. À minha passagem as pessoas desviavam-se e iam rindo. Ao longe vejo alguém que se assemelha com o meu pai, já falecido. Ele olha para mim, mas ao aproximar-me vejo que não é ele. Não sei para onde vai a maca. Depois acordo e já não consigo dormir...

27.1.04

Estranhos sonhos, estranhos acontecimentos
Parece ironia do destino que o último post aqui deixado falasse sobre a morte. Isto porque ontem tive um sonho estranho, talvez motivado pelos trágicos acontecimentos ocorridos durante o jogo do Benfica, com a morte de Miklos Fehér.
Sonhei que estava a jogar à bola com uma série de jogadores nossos conhecidos: Figo, Rui Costa, Pauleta, entre muitos outros. Até aqui não há nada de estranho, mas o curioso é que todos nós éramos crianças. Como pode ser isso possível se eu nunca privei com eles nem em adultos quanto mais em crianças. Não sei como eram, nem vislumbro as suas feições de então. Mas tinha a plena convicção de que era com estes jogadores que estava. Porém, não me lembro se dizíamos os nomes.
Sirva este pequeno e humilde post de homenagem a Miklos Fehér...

20.1.04

Será isto a morte?
Desta vez tive um daqueles sonhos a três dimensões, quase real. Tudo parecia que estava a acontecer. Passo a explicar.
Sonhei que ia a conduzir a grande velocidade, um ás da estrada, e eu que não sou nada assim. Entro numa curva e ao desfazer a curva vejo um carro da polícia. Para evitar o choque, guino o carro para a esquerda e o carro capota, indo em direcção de uma parede. Penso que não escapo desta e fecho os olhos: «Vou morrer!».
De olhos fechados sinto o embate do carro e um fogo, um calor imenso que me sobre pelo corpo, vindo dos pés. Penso que já morri e que a morte é este imenso calor. Acordo sufocado e completamente coberto de suor, uma transpiração medonha.
Será que sonhei com a morte?

19.1.04

Novas visitas
Quem começa a andar gosta sempre de ser ajudado, pelo que aqui fica o meu voto de agradecimento aos novos visitantes:
Rain Song
Sítio dos Haikais
Oficina das Ideias

Como pequenos pedaços de pão, também os sonhos se partilham. Obrigado.
Sonhos VI
Não queria parecer monótono e estar sempre com a mesma desculpa esfarrapada, mas a verdade é que nesta noite, de 18 para 19, voltei a ter uma intensa actividade onírica e dela pouco ou nada guardo. Dizia Freud que estes esquecimentos pressupõem sonhos “complicados” que nos são barrados pelo Inconsciente. Perdoem-me mas faltam-me as palavras correctas para definir esta situação. Já ando um pouco desmemoriado. Apenas me recordo de muitos e variados sonhos, mas não consigo precisar. Talvez amanhã possa trazer algo interessante.
Sonhos V
Continuando na mesma noite, de 17 para 18, bastante profícua, sonhei que estava com uns amigos num café e alguém sugeriu que fossemos visitar o Museu do Vinho para umas provas. No sonho todos anuíram na viagem, mas na realidade o Museu do Vinho, em Alcobaça, não tem provas de vinhos. Por acaso no dia seguinte bebi um bom vinho da Fundação Eugénio de Almeida.
Anedotas sonhadas
Na noite de 17 para 18 aconteceu-me uma coisa engraçada. Sonhei que alguém me contava uma anedota. Já me tinha acontecido antes mas acabava sempre por a esquecer. Desta vez fixei:
“Um constitucionalista está a rever a Constituição e nisto alguém lhe puxa as calças para baixo e vai-lhe ao cu.
Pergunta o constitucionalista:
— O que é que estás a fazer?
— É só uma adenda...”

Uma anedota bastante discutível em termos de gosto, mas mesmo assim...

Sonhos IV
Ainda nessa mesma noite, sonhei que estava num enorme salão, tipo Palácio Galveias ou Casa do Alentejo, e magotes de pessoas a entrar. Pessoas de todas as idades, deste os 7 aos 77. Todas falavam baixinho, como no início dos concertos no CCB. O mais engraçado é que estávamos ali para ir ouvir uma palestra científica. Sobre o que era não recordo, mas que isso é curioso, lá isso é, influência talvez da estada do João Magueijo entre nós...
Sonhos III
A seguir, tive um sonho que parecia que estava a ver televisão. Porquê? Porque me parecia que estava a assistir a algo que se passou num país de Leste ou no Iraque, numa manifestação. Mas vejo-me rodeado de soldados e polícias armados, jornalistas e vários populares que se ajuntavam. Fotógrafos e operadores de câmera andavam numa azáfama.
Vejo um edifício, e uma sala enorme, tipo de conferências, no rés-do-chão. Vejo vários cartazes com pessoas, que a princípio julgo serem chefes militares, mas depois, pelas conversas que vou ouvindo, percebo que toda aquela agitação se deve a mais uma série de mortes envolvendo jornalistas.
Depois sonhei mais uma meia-dúzia de coisas, mas não o consigo recordar. Mesmo pela manhã, tentei fazer um esforço mas o lado inventivo da minha imaginação começou a interferir com o caudal de informação que fui analisando e então preferi esquecer para não estar a mentir e a deturpar os meus sonhos. Isso não.
Sonhos II
Já na noite seguinte, de 16 para 17, fartei-me de sonhos e “filmes”.
Recordo um sonho em que fiz uma viagem para ir assistir a um casamento, tipo “regresso à aldeia” progenitora, em que todos me conhecem mas já não nos vemos há décadas. Recordo-me que era num local próximo de um grande rio, do género do Douro ou do Tejo, com as suas barragens. Isto porque me lembro de estar a observar vários desportos náuticos. Também me lembro de ficar envolvido com uma mulher, mas depois tudo se esvanece na minha memória e só volta a surgir, ou pelo menos eu a lembrar-me, uma situação de perseguição, com motas e pistolas, num grande estardalhaço. Depois... já não me lembro de mais nada.
Sonhos I
Estou um pouco desiludido. Quando concebi este blogue não pensei que fosse tão difícil memorizar os sonhos para os poder contar. Não sei mesmo se não será o meu espírito a querer contrariar-me, qual personagem em confronto com o autor.
Mas vamos ao que interessa. Na noite de 15 para 16 sonhei que estava a conversar com o Rui Veloso. Até aqui tudo bem, mas o tal “Rui Veloso” nada tinha a ver com o Rui Veloso, que eu aliás nem conheço pessoalmente.
Este tinha aspecto de sul-americano, descendente dos Incas, com os cabelos compridos e os dedos cheios de anéis. O curioso no meio de tudo isto é o facto de eu estar plenamente convicto de estar a falar com Rui Veloso. Julgo até que enquanto conversávamos no ar se ouvia as suas músicas. Não me recordo de mais actividade onírica nessa noite.

15.1.04

Visitas ao horto
Do Blogo Social Português recebemos uma visita e uma mensagem que a seguir transcrevo:
"Como não podia deixar de ser, iremos acompanhar o Fórum Social Mundial no Blogo Social Português. Está-se mesmo a ver que a informação nos media tradicionais vai-se aproximar vertiginosamente dos 0,00000001%, e mesmo esse valor só será atingido se houver algumas montras partidas ou algumas cenas valentes de pancadaria. Cá por nós, iremos recolhendo o que aparece nos sites de informação alternativa, e se tivermos muita sorte, opinar quando chegarem ecos do FSM aos media nacionais. Bons posts, nesta Blogolândia cuja existência por si só já é uma alternativa!"
E esperemos que o Fórum Social Mundial dê frutos, a bem de todos nós.
A arte dos sonhos
Em tempos sonhei que ia pela rua, noite avançada, quando deparo com uma inscrição num muro: Amar a amarga saudade!
Nunca mais esqueci esta estranha frase, chegando mesmo a utilizá-la num poema.
E até hoje sempre me acompanhou, quase como uma divisa. Com o tempo, é certo, as saudades tornam-se amargas... assim como a memória.
Sonhos com ginjas
Obrigado ao Elogio da Ginja pelo acolhimento.
Nunca sonhei com ginjas, mas já sonhei com ginjinhas, agora o que isso significa ainda não o sei.
Sonhos perdidos
Esta noite o meu espírito pregou-me uma partida. Além de múltiplos sonhos, muito desconexos entre si e sem uma aparente ligação narrativa, não consegui memorizar pormenores, tão preocupado estava em tentar não os esquecer, que acabei mesmo por os perder. Nem a mais leve imagem consegui guardar. Há noites assim.
Desde muito cedo que os sonhos despertam em mim curiosidade e fascínio. Depois de muitas leituras, e de separar o trigo o joio, formulei algumas teorias que cheguei a apresentar em forma de trabalho escolar, quando andava a estudar filosofia. A esse trabalho chamei “Teoria da Manipulação Onírica”. Talvez um dia vos conte.
Já hoje de manhã, ao ouvir as notícias na rádio, escutei uma bastante interessante, vinda do Japão. Um grupo de cientista japoneses concebeu uma máquina que permitirá induzir sonhos ao utilizador, através do recurso a músicas suaves e jogos de luz.

14.1.04

Cão danado
Esta noite sonhei que ia pela rua, à procura de um amigo, e estava com mais alguém. Porém, não consigo precisar quem me acompanhava. Na rua estavam vários jovens e crianças a brincar e a jogar à bola. Parecia-me que já era noite, alguns candeeiros estavam acesos. A determinada altura um cão ataca-me, deitando-me ao chão e desferindo-me várias dentadas. Numa delas arranca-me um pouco de carne na zona da barriga que fica entretanto cheia de sangue. Vejo tudo isto. Não sinto dor. Depois sou levado para a casa de alguém, não consigo identificar, e sou tratado por um médico que entretanto chega e me aplica uma injecção na perna esquerda. Tapo os olhos e peço-lhe que me deixe concentrar. Estranho. Depois de aplicada a injecção o médico cose-me o ferimento na barriga e diz que está tudo bem. Sinto os braços e as pernas cheias de dentadas, mas ele continua a dizer que está tudo bem.
Depois o sonho e a sua acção narrativa desvanece e não sei como estou com uma mulher que não consigo identificar. Apenas me sinto bem.
Hoje de manhã acordei com este sonho e procurei nos Dicionários sobre sonhos o que tal significava. A única resposta de jeito que encontrei foi para ter cuidado. Sonhar com mordidelas de cães significa que vou ser atacado por alguém.
Sonho de um blogue
Como um sonho, inicia-se hoje o Horto de Morfeu que pretende ser um "diário" sobre a minha actividade onírica. Os sonhos são actividades cerebrais ainda mal estudadas mas refletem o que nos vai na alma e no fundo do nosso cérebro. Pretende-se que o Horto de Morfeu sirva para mais tarde recordar e daí retirar proveito, ou seja, melhor compreender o que em tal noite me atormentou ou me alegrou.
Parta comigo nesta aventura e aventure-se também a contar os seus sonhos.

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